E todos se aprontaram e foram em busca da felicidade. Em busca do seu amor. Deixaram sua casa limpa, com a pintura em dia, jardim florido e tudo muito lindo! Foram-se embora!
E o tempo foi passando... as teias de aranha decoravam os cantos, a pintura ressecada caia no chão, o jardim já não era mais colorido, vivia de outono e não era regado, as casas já estavam abandonadas, e seus donos sem paradeiro.
Eu sempre tive medo de abandonar a minha casa em busca da incerteza. Arriscar meu lar por algo do futuro não me parecia certo. Mas eu esperava que alguém visse a casa, e apenas entrasse. Por isso tudo era tão limpo e claro. Pronto para receber visitas.
E você fazia o mesmo. Sua casa era linda e bem arrumada, colorida e cheia de vida; quando decedi dar uma chance a felicidade, e confiar que a vida pode ser boa.
Parecia que ao entrar eu seria muito bem vinda (você não deixou a desejar). Lá dentro tudo era muito claro e as paredes eram em cores perfeitas.
Mas onde você estava? Quem era você? Como era o seu rosto?
Eu não precisava saber disso, para saber que você era meu.
Aquele quarto escuro, com aquela pessoa no canto não me assustava, eu já estava pronta para você meu amor; não precisava ver o seu rosto antes de te abraçar, antes de sentar ao seu lado e não me preocupar com mais nada. E podia segurar a sua mão e confiar em nós. E foi isso que nos uniu. O que nos faz ficar juntos até hoje. Pois a NOSSA casa é como a gente. E nos preservamos tanto quanto nos amamos.

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